Cientistas conseguiram devolver a visão a ratos cegos sem cirurgia e podem dar esperanças para humanos

Cientistas conseguiram devolver a visão a ratos cegos sem cirurgia e podem dar esperanças para humanos

A maioria dos seres humanos possui cinco sentidos, que ajudam a perceber o mundo ao seu redor. A ciência já estudou novos sentidos que podem mostrar que temos até mais que os consagrados tato, paladar, olfato, audição e visão. Dentre os cinco, a visão certamente é um dos mais utilizados e determinantes na nossa percepção das coisas.

Além dos seres humanos, o sentido também é essencial para diversas outras espécies do reino animal. Mesmo que várias espécies, incluindo os humanos, possam nascer sem a visão e desenvolver outros sentidos para compensar a ausência desse, os olhos ainda continuam sendo fundamentais na determinação não só do que é visto, mas também sentido e compreendido em todos os ambientes.

Os olhos compõem um dos órgãos mais importantes dos seres vivos. São eles que nos proporcionam o vislumbre de tudo aquilo que nos cerca. Embora seja claramente possível viver sem enxergar, é algo que necessita de uma grande adaptação, pois é preciso que os outros sentidos fiquem muito mais apurados.

Estudo

E um estudo feito por cientistas do Instituto Italiano de Tecnologia, pode ser a revolução dos tratamentos contra a cegueira de uma forma que nunca foi vista antes. Esse estudo foi recentemente publicado na revista Nature. E mostra que foi possível devolver a visão para ratos cegos sem qualquer tipo de cirurgia. Eles conseguiram fazer isso aplicando uma prótese artificial injetada no olho.

Isso é uma espécie de nova retina artificial, baseada em nanopartículas. E feita com um material que consegue rastrear a visão dos animais durante oito meses. Esse tempo é bem longo tomando como perspectiva a vida de um rato, que é estimada entre um e dois anos.

De acordo com o professor Mattia Bramini, que é um dos cientistas da pesquisa, o modelo que eles desenvolveram recupera a resposta visual através da"ativação dependente da luz dos neurônios internos da retina" pelos estímulos das nanopartículas.

"Dado que eles atingiram a sensibilidade à luz após uma única injeção e com potencial para alta resolução espacial, as nanopartículas fornecem um novo caminho a seguir nas próteses da retina. Com aplicações potenciais não apenas no caso da retinite pigmentosa, mas também na degeneração macular relacionada à idade", disse Bramini.

Visão

Essa aplicação fez mais do que recuperar a visão dos animais. Ela se deu de uma forma ampla e consistente sem ter qualquer reação inflamatória relevante. Por causa desse resultado positivo, a ideia é continuar com a pesquisa. Para que sejam encontradas aplicações para serem feitas nos seres humanos. Quando isso acontecer será possível contornar os efeitos sobre a visão. Seja por conta de males hereditários ou das degenerações provocadas por conta da idade. E que acabam provocando a cegueira.

O modelo do Instituto Italiano de Tecnologia dá uma resolução espacial maior do que as próteses bidimensionais atuais que já existem. Além disso, elas potencialmente oferecem uma aplicação mais simples e segura aos pacientes futuros.

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