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Cemitério Santa Izabel completa 143 anos

Por Por Raissa Lennon

02/06/2021 às 10:05:32 - Atualizado há
Cemitério de Santa Izabel, construído em 1878, é um retrato das transformações do final do século XIX para o século XX

Do alto dos seus mausoléus com estatuetas e dos seus túmulos com jazigos vigorosos, o Cemitério Municipal Santa Izabel, localizado no bairro do Guamá, completa 143 anos de existência nesta terça-feira, 1º de junho, como um importante retrato do patrimônio histórico da capital paraense, como define o presidente da Fundação Cultural de Belém (Fumbel), Michel Pinho.

"O cemitério Santa Izabel entra no quadro das transformações do final do século XIX e início do século XX, de uma cidade preocupada em higienizar os seus espaços de sepultamento. Isso é interessante porque você consegue perceber uma diversa formação social nesses espaços, tanto no cemitério da Soledad, quanto no Santa Izabel onde há uma arquitetura da morte mais rebuscada para aqueles que têm mais recursos e há um empobrecimento do enterramento para aqueles que têm menos recursos", explicou.

Construído em 1878, o cemitério também é conhecido no imaginário popular com suas histórias de assombrações e visagens. "O cemitério é um pouco desse relato da luta de classes entre aqueles que habitaram Belém durante esse período e também é importante porque representa um grande espaço geográfico no bairro do Guamá, que marca uma parte da memória do sobrenatural muito forte, as histórias da moça do táxi, as histórias dos sepultamentos, as histórias das viagens que lá se manifestam e é muito vivo na cultura até hoje", relata Michel Pinho.

Outra curiosidade do local é que são diversas as sepulturas famosas de personalidades paraenses, entre elas, a do médico, Camilo Salgado, a da escritora Eneida de Moraes e a do governador Magalhães Barata.

Funcionamento

O cemitério Santa Izabel é administrado pela Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), com funcionamento de segunda à sexta, das 08h às 17h, e sábados, domingos e feriados, das 8h às 13h. O espaço está em pleno funcionamento e registra quase 48 mil sepulcros, entre catacumbas, jazigos, mausoléus, ossuários e jardineiras.

A Seurb informa que são aproximadamente 47 mil sepulturas cuidadas por mais de 50 funcionários que trabalham no local e se dividem entre dois turnos.

Fonte: Com Informações da Rede Pará
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